Acordou mal disposto
Gosto da escrita do Vital Moreira e, grande parte das vezes, concordo com as suas opiniões. Mas há outras, em que fico tristemente surpreendido com o que escreve.
Num post de Terça-feira, escarnece os participantes do Prós e Contras do dia anterior (1ª parte, 2ª parte). Começa por propalar a opinião de que "a questão da localização e dos custos (...) do aeroporto não é uma questão técnica". Se não é uma questão técnica, então não sei o que será? Nada pode ser mais "técnico" do que analisar, em detalhe, e avaliar, dentro dos parâmetros convencionados, soluções ou localizações alternativas. Já a decisão, essa, não deverá caber aos mesmos que analisaram as localizações alternativas, os engenheiros, mas aos decisores, os políticos. Há que distinguir estes dois "tempos": o da análise e o da decisão.
Quando li que Vital Moreira acha "inadmissível a ingerência do bastonário da Ordem dos Engenheiros, nessa qualidade, na contestação da localização escolhida e na promoção de soluções alternativas" fiquei convicto que não viu o programa em questão. Só por confusão ou, por malícia, se resume desta forma a interversão do Bastonário da Ordem dos Engenheiros. Estarei completamente equivocado, ou a intervenção do bastonário foi no sentido de alertar para o facto de, mais do que discutir as vantagens e desvantagens de uma ou outra localização, é necessário avançar, definitivamente e de forma convicta, com o processo de construção do novo aeroporto (seja ele onde for) porque os atrasos já estão a custar muito a Portugal e são, eles próprios, um falhanço?
Sem dúvida que o programa se destinava a focar o carácter técnico da decisão da localização do novo aeroporto. Aliás, o mesmo está bem patente no tema: "Ota – a questão técnica".
Num post de Terça-feira, escarnece os participantes do Prós e Contras do dia anterior (1ª parte, 2ª parte). Começa por propalar a opinião de que "a questão da localização e dos custos (...) do aeroporto não é uma questão técnica". Se não é uma questão técnica, então não sei o que será? Nada pode ser mais "técnico" do que analisar, em detalhe, e avaliar, dentro dos parâmetros convencionados, soluções ou localizações alternativas. Já a decisão, essa, não deverá caber aos mesmos que analisaram as localizações alternativas, os engenheiros, mas aos decisores, os políticos. Há que distinguir estes dois "tempos": o da análise e o da decisão.
Quando li que Vital Moreira acha "inadmissível a ingerência do bastonário da Ordem dos Engenheiros, nessa qualidade, na contestação da localização escolhida e na promoção de soluções alternativas" fiquei convicto que não viu o programa em questão. Só por confusão ou, por malícia, se resume desta forma a interversão do Bastonário da Ordem dos Engenheiros. Estarei completamente equivocado, ou a intervenção do bastonário foi no sentido de alertar para o facto de, mais do que discutir as vantagens e desvantagens de uma ou outra localização, é necessário avançar, definitivamente e de forma convicta, com o processo de construção do novo aeroporto (seja ele onde for) porque os atrasos já estão a custar muito a Portugal e são, eles próprios, um falhanço?
Sem dúvida que o programa se destinava a focar o carácter técnico da decisão da localização do novo aeroporto. Aliás, o mesmo está bem patente no tema: "Ota – a questão técnica".





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