• Café das Sextas: Visto assim...

    terça-feira, janeiro 23, 2007

    Visto assim...

    "Nunca um coxo treinou atletas para a maratona, nem um mudo deu aulas de dicção. Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade."

    5 Comentários:

    Blogger OvoEstrelado disse...

    O Islão valoriza a vida humana. Isto é expresso claramente no Sagrado Alcorão quando nos diz que aos olhos de Deus matar um ser humano é um assunto muito sério (5:32).

    O Alcorão ensina que no Dia do Juízo os pais que mataram os seus filhos serão julgados por esse crime, e os seus filhos serão as suas testemunhas de acusação (81:8-9).

    As pessoas temem frequentemente que ter mais filhos os torne mais pobres. Respondendo a isso, o Alcorão diz: «Não mateis os vossos filhos por medo da pobreza. Nós providenciaremos para vós e para eles» (17:31).

    Por isso põe-te a pau!!!

    quarta-feira, janeiro 24, 2007 9:41:00 da tarde  
    Blogger OvoEstrelado disse...

    No enatnto de acordo como judaímo...

    Toda a mulher deve poder decidir por si própria o que deseja fazer com o seu corpo. O Talmude afirma: “Úbar yérej imó”, que significa que o feto faz parte do corpo da mulher e por isso carece de individualidade própria. Por exemplo, no caso da conversão de uma mulher grávida ao judaísmo, a conversão é igualmente válida para o bebé quando nasce.
    O Talmude considera também o facto do feto poder ameaçar a vida da mãe. Em tal eventualidade, interrompemos a gravidez para salvar a vida da mãe. Rambam [rabino Moshe ben Maimon, conhecido como Maimonides (1135-1204)] menciona que o feto pode ser considerado como rodef (perseguidor) nos casos em que ponha em perigo a vida da mãe. Segundo outras apreciações [outros comentadores e talmudistas] se conclui que não se pode qualificar o feto de rodef por este carecer de vontade própria e não ter a faculdade de poder escolher livremente a sua conduta.
    Agora, podemos afirmar que o feto é uma criatura à parte e independente da sua mãe? Ou talvez considerar o feto, antes do seu nascimento, como uma espécie de órgão adicional da mãe. O Talmude ensina que se lhe proporciona uma alma ao embrião no momento da concepção. É claro que, segundo o Talmude, o feto possui individualidade e, por isso, é um ser aparte da mãe, e não pode ser considerado como um outro órgão da mesma forma. O Talmude refere-se ao embrião durante os primeiros quarenta dias de gestação como mayá beamá, que quer dizer “simplesmente água’. Podemos deduzir que até este momento não se considera o embrião como um ser humano em todo o sentido. Mas tão pouco se implica que deixemos de apreciar que estamos frente a uma vida humana em potência.
    O factor determinante é sem dúvida a saúde e o bem estar da mãe.
    Nos casos em que o feto tem deficiências genéticas a nossa tradição desaconselha o aborto porque não existe a certeza da falha que se aprecia não pode ser corrigida no futuro. E que diferença terá para nós o conceito de vida de um ser que tem deficiências com um que não tem?
    Teremos sempre em conta os efeitos negativos que um bebé nestas circunstâncias pode trazer para à mãe, se a mãe afirma e decide que não quer dar à luz um filho com sérias deficiências mentais ou físicas e isso será motivo para o seu desespero, aqui se pode pensar na possibilidade de fazer um aborto, pois a nossa responsabilidade primária tem a ver com a saúde e o bem estar do ser humano integro, que neste caso é a mãe.”

    ...o melhor é mesmo votar em qualquer uma das três opções e deixar que os outros se comam uns aos outros, já que não há mais nada para falar neste pais!!

    quarta-feira, janeiro 24, 2007 9:50:00 da tarde  
    Blogger IAS disse...

    Ena pá! Que grandes comentários! Como é que de um post tão pequeno saem comentários tão grandes?

    quinta-feira, janeiro 25, 2007 12:47:00 da manhã  
    Blogger RedTuxer disse...

    Ao ler estes comentários e outro artigo aqui neste blog, com questões e respostas da plataforma não, quero deixar aqui um esclarecimento sobre a vida. Ou seja, fala-se que um feto é uma pessoa ou quase, matar o feto é um crime, etc, etc. Segundo a lei portuguesa, e sem esquecer que a pergunta do referendo é sobre a DESPENALIZAÇÃO DA MULHER em caso de IGV, só é considerado vida ou um corpo estar vivo quando respirar!!
    É que há um certo demagogismo vindo das confissões religiosas, e de certas "plataformas" em que a vida é praticamente algo certo e existencial após a ejaculação numa relação heterosexual.....

    terça-feira, janeiro 30, 2007 2:39:00 da tarde  
    Blogger IAS disse...

    É precisamente a lei que é referendada. E quando escrevo lei, não me refiro a apenas uma específica lei, mas à generalidade das leis. Um referendo deverá ser a oportunidade do povo para questionar e mudar (se for essa a intenção da maioria) as leis que lhe pareçam desadequadas. Parece-me, portanto, pouco razoável, e até um contra censo, tentar encontrar na lei "a resposta" à pergunta que nos será colocada a 11 de Fevereiro.

    quinta-feira, fevereiro 01, 2007 10:16:00 da tarde  

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