• Café das Sextas: Outubro 2006

    terça-feira, outubro 31, 2006

    Relatório minoritário



    A malta fixa-se demasiado nos filmes que vê e depois dá nisto. Vale a pena ver o vídeo do canto superior direito.

    Quem diria...

    "Apito Dourado esquecido no Tribunal de Gondomar"

    "Dez meses depois da acusação no processo Apito Dourado ter sido deduzida, o caso ainda não chegou à fase de instrução. A lei diz que entre um e outro momento devem mediar 20 dias em casos normais ou 40 nas situações complexas, mas até ontem nenhum dos advogados tinha sido notificado do que iria acontecer ao maior processo de corrupção desportiva alguma vez investigado em Portugal."

    "O PÚBLICO tentou também, por diversos meios, saber o que motivou a paragem do processo Apito Dourado. Sem êxito, apesar dos vários contactos, para o Tribunal de Gondomar, para a Procuradoria-Geral Distrital e para o Conselho Superior da Magistratura."

    :'(

    Sobraram vacinas...

    "Pandemia de gripe das aves poderia infectar quatro milhões de portugueses"

    Afinal os stocks de vacinas para a gripe, seja a das aves ou não, estão longe de esgotar. Ainda é necessário recorrer à "publicidade" para as despachar.

    Tela em branco

    segunda-feira, outubro 30, 2006

    Manobra publicitária?

    Já não há pachorra para o triste espetáculo que Miguel de Sousa Tavares faz, a propósito do aparecimento de um blogue cujo único objectivo seria, supostamente, desmascarar o alegado plágio de certas passagens de "Equador".

    No lugar do original fredomtocopy, blogue onde o alegado plágio era originalmente denunciado, apareceram uns post's lambe-botas ao Miguel de Sousa Tavares.

    No entanto, o antigo fredomtocopy reencarnou no fredomtocopyfredomtocopy.

    Começa-me a parecer que tanto ruído terá como principal consequência a venda de mais uns exemplares de "Equador". O que até nem é mau para quem está, alegadamente, a ser difamado.

    Ainda há criatividade (II)


    Rozetkus power strip

    Brilhante!!! Ainda que não sirva para fichas eléctricas com ligação à terra ou aparelhos que requeiram muita potência, é a "tripla" mais original e "inteligente" que alguma vez vi.

    Vindo de quem vem, e tendo em consideração o extenso currículo no domínio da concepção de objectos, é de esperar ainda mais e melhor. Fico à espera.

    Ainda há criatividade


    "GM's Built-In Bike Rack"

    O novo Opel Antara (ainda por lançar em Portugal) estreia um dispositivo inovador: um suporte integrado para o transporte de uma bicicleta. Um equipamento simples como este, pode ter um impacto muito positivo na utilização quotidiana de um automóvel. É bom saber que os fabricantes de automóveis ainda conseguem fazer algo novo sem recorrer a "tecnologia de ponta".

    Old fellas

    domingo, outubro 29, 2006

    Blá blá blá...

    Esta noticía não abre o Jornal Nacional...

    sexta-feira, outubro 27, 2006

    3 quilómetros



    Esta é a volta de 3km no Estádio Universitário de Lisboa.

    Distância: 3,09km
    Desnível posítivo acumulado: 54m

    Todos diferentes, todos iguais

    Mínima

    Insanidade



    Então não é que alguém se lembrou de fazer uma lâmina de barbear com cinco lâminas e ainda mais uma, para as "zonas difíceis". E porquê, perguntam voçês: porque sim.

    quarta-feira, outubro 25, 2006

    O Borat vai aos EUA



    Quem quiser apanhar uma barrigada de Borat (e, porque não, Ali G), pode passar por aqui. A lista é imensa!

    terça-feira, outubro 24, 2006

    Cuidado com a lígua

    Reparei ontem que o útil programa da RTP "Cuidado com a língua" está disponível no arquivo multimédia da RTP (é o último da secção de vídeo).

    Deixo ainda as ligações para todos os episódios emitidos até à data.

    15/09/2006
    22/09/2006
    29/09/2006
    06/10/2006
    13/10/2006
    20/10/2006

    segunda-feira, outubro 23, 2006

    XXVI Corrida do Tejo



    Ontem lá estive, a "fazer" mais uma dezena de quilómetros. É uma prova fácil, com poucas elevações a vencer ao longo do percurso.

    Fica a imagem com a planta do percurso e o perfil. Aproveito para referir aquela que é uma excelente ferramenta para estudar percursos de corrida: USATF - America's Running Routes - Map It.

    Ena, ainda mais!

    Ena tantos

    Linda-a-vêlha

    Mesmo a propósito, os constantes, e sibilantes, "ch's" dos pivôs começam a tirar-me do sério, encontrei uma série de textos sobre o assunto. Publicados há mais de meia década, permanecem perfeitamente actualizados.


    Crónica do Falar Lisboetês

    Vital Moreira, Público de 4 de Janeiro de 2000

    De súbito, o homem do quiosque de Lisboa a quem eu pedira os meus jornais habituais interpelou-me:
    - O senhor é do Norte, não é?
    Respondi-lhe que não, que nasci na Bairrada e que resido há quase 40 anos em Coimbra. Fitou-me perplexo. Logo compreendi que do ponto de vista de Lisboa tudo o que fique para cima de Caneças pertence ao Norte, uma vaga região que desce desde a Galiza até às portas da capital. Foi a minha vez de indagar porque é que me considerava oriundo do Norte. Respondeu de pronto que era pela forma como eu falava, querendo com isso significar obviamente que eu não falava a língua tal como se fala na capital, que para ele, presumivelmente, não poderia deixar de ser a forma autorizada de falar português.
    Foi a primeira vez que tal me aconteceu. Julgava eu que falava um português padrão, normalmente identificado com a forma como se fala "grosso modo" entre Coimbra e Lisboa e cuja versão erudita foi sendo irradiada desde o século XVI pela Universidade de Coimbra, durante muitos séculos a única universidade portuguesa. Afinal via-me agora reduzido à patológica condição de falante de um dialecto do Norte, um desvio algo assim como a fala madeirense ou a açoriana.
    Na verdade - logo me recordei -, não é preciso ser especialista para verificar as evidentes particularidades do falar alfacinha dominante. Por exemplo, "piscina" diz-se "pichina", "disciplina" diz-se "dichiplina". E a mesma anomalia de pronúncia se verifica geralmente em todos os grupos "sce" ou "sci": "crecher" em vez de "crescer", "seichentos" em vez de "seiscentos", e assim por diante.
    O mesmo sucede quando uma palavra terminada em "s" é seguida de outra começada por "si" ou "se". Por exemplo, a expressão "os sintomas" sai algo parecido com "uchintomas", "dois sistemas" como "doichistemas". Ainda na mesma linha a própria pronúncia "de Lisboa" soa tipicamente a "L'jboa".
    Outra divergência notória tem a ver com a pronúncia dos conjuntos "-elho" ou" -enho", que soam cada vez mais como "-ânho" ou "-âlho", como ocorre por exemplo em "coelho", "joelho", "velho", frequentemente ditos como "coâlho", "joâlho" e "vâlho".
    Uma outra tendência cada vez mais vulgar é a de comer os sons, sobretudo a sílaba final, que fica reduzida a uma consoante aspirada. Por exemplo: "pov'" ou "continent'", em vez de "povo" e de "continente". Mas essa fonofagia não se limita às sílabas finais. Se se atentar na pronúncia da palavra "Portugal", ela soa muitas vezes como algo parecido com "P'rt'gâl".
    O que é mais grave é que esta forma de falar lisboeta não se limita às classes populares, antes é compartilhada crescentemente por gente letrada e pela generalidade do mundo da comunicação audiovisual, estando por isso a expandir-se, sob a poderosa influência da rádio e da televisão.
    Penso que não se trata de um desenvolvimento linguístico digno de aplauso. Este falar português, cada vez mais cheio de "chês" e de "jês", é francamente desagradável ao ouvido, afasta cada vez mais a pronúncia em relação à grafia das palavras e torna o português europeu uma língua de sonoridade exótica, cada vez mais incompreensível já não somente para os espanhóis (apesar da facilidade com que nós os entendemos a eles), mas inclusive para os brasileiros, cujo português mantém a pronúncia bem aberta das vogais e uma rigorosa separação de todas as sílabas das palavras.
    A propósito do português do Brasil, vou contar uma pequena história que se passou comigo. Na minha primeira visita a esse país, fui uma vez convidado para um programa de televisão em Florianópolis (Santa Catarina). Logo me avisaram que precisava de falar devagar e tentar não comer os sons, sob pena de não ser compreendido pelo público brasileiro, que tem enormes dificuldades em compreender a língua comum, tal como falada correntemente em Portugal. Devo ter-me saído airosamente do desafio, porque, no final, já em "off", o entrevistador comentou: "O senhor fala muito bem português." (Queria ele dizer que eu tinha falado um português inteligível para o ouvido brasileiro.) Não me ocorreu melhor do que retorquir:
    - Sabe, fomos nós que o inventámos...
    Por vezes conto esta estória aos meus alunos de mestrado brasileiros, quando se me queixam de que nos primeiros tempos da sua estada em Portugal têm grandes dificuldades em perceber os portugueses, justamente pelo modo como o português é falado entre nós, especialmente no "dialecto" lisboetês corrente nas estações de televisão.
    Quando deixei o meu solícito dono do quiosque lisboeta do início desta crónica, pensei dizer-lhe em jeito de despedida, parafraseando aquele episódio brasileiro:
    - Sabe, a língua portuguesa caminhou de norte para sul...
    Logo desisti, porém. Achei que ele tomaria a observação como uma piada de mau gosto. Mas confesso que não me agrada nada a ideia de que, por força da força homogeneizadora da televisão, cada vez mais portugueses sejam "colonizados" pela maneira de falar lisboeta. E mais preocupado ainda fico quando penso que nessa altura provavelmente teremos de falar em inglês para nos entendermos com os espanhóis e - ai de nós! - talvez com os próprios brasileiros...


    Contra o "sotaque único"

    Baptista-Bastos, Diário Económico de 7 de Janeiro de 2000

    APOSTILA - O meu amigo Vital Moreira escreveu, para o "Público", uma estranha crónica, na qual, com mão e ironia por igual pesadas, troça do sotaque lisboeta, a que chama inapropriadamente "lisboetês", no que seria, porventura, "lisboês." O Vital sabe que os registos fonológicos ou fonéticos obedecem à natureza constitutiva de cada território idiomático. Qual a razão do dislate intempestivo? "A minha pátria é a minha língua portuguesa", disse-o Mia Couto, de maneira exemplar, na revista "Pública", último domingo. O português falado (admito, até, que "mal falado") em Lisboa é-o assim tão, e tanto, quanto o de cada ilha dos Açores; ou do Alentejo, ou da meseta transmontana; ou do Bulhão, ou de Moçambique, ou de Timor Loro Sae, ou do Brasil, ou de sei lá quanto quê!? Menos em Coimbra, claro!, aí, a fala fia fino, feliz e fluída. Vital Moreira é dos homens mais lúcidos que conheço, e a sua curiosidade activa está a par da sua integridade moral e cultural. Eis porque o texto do meu velho amigo adquire uma espessura surpreendentemente "racista." Então, ó Vital, querias a globalização da fala?, o sotaque único? Deixa-nos comer as vogais, trocar os "conjuntos" de consoantes; deixa-nos dizer assim como assim falamos. A riqueza do idioma consiste nas suas variantes sintácticas e nos registos fonéticos. E as línguas são organismos vivos, que se remancham e remanejam a eles mesmos; que podem provir do norte ou do sul, que possuem uma qualidade miscível, de miscigenação, que deixam de ser pertença de, para se constituírem como leitos de nações. Depois, velho amigo, mais vale falar lisboês do que escrever protugueiro com embaraços nas preposições, tropeços nos pronomes e perplexidade no uso das conjunções subordinadas. Sei que sabes que eu sei que tu sabes. E, sans rancune (expressão idiomática lisboeta), abraça-te o teu BB, irremediavelmente de Lisboa, com o cerrado sotaque do bairro da Ajuda.


    Crónica do Falar Lisboetês (Bis)

    Vital Moreira, Público de 11 de Janeiro de 2000

    Juro que não pratiquei nenhuma das malfeitorias que o estimado escritor e publicista Baptista Bastos me imputa com inesperada ligeireza, na sua coluna de sexta-feira passada no "Diário Económico", onde me acusa severamente de, na minha última crónica, ter troçado da fala lisboeta e de querer um sotaque único para a língua portuguesa.
    Quanto à maneira de falar lisboeta, limitei-me a apontar duas ou três das suas particularidades mais notórias para os de fora, aliás de modo necessariamente incompleto (por exemplo, não referi a pronúncia de palavras como "rio", "frio" e outras semelhantes, em que o "i" tem um som breve e não um som longo, como no resto do país). Mas fi-lo com o mesmo benévolo desprendimento com que referiria as peculiaridades da fala portuense ou beirã, ou algarvia ou açoriana, para não citar as da minha região natal, onde o "v" não existe e onde "vinho" e "velho", por exemplo, soam a "binho" e "belho" (o que me valeu outrora forte troça dos meus condiscípulos do liceu, obrigando-me a uma oportuna reciclagem de pronúncia).
    Não estão obviamente em causa as idiossincrasias locais nem o respeito pelas especificidades culturais, nesta como noutras áreas. Longe de mim defender qualquer unicitarismo linguístico. Trata-se, pelo contrário, de combater a consumação de um. O meu ponto tem a ver justamente com o facto de os particularismos lisboetas se estarem a generalizar na pronúncia corrente no país, em prejuízo do padrão geral até há pouco aceite (e dos demais dialectos e sotaques locais).
    O que eu questiono é esta mudança "forçada", que consiste em universalizar o que era privativo de Lisboa, só porque esta domina os meios audiovisuais nacionais, que nesta matéria são hoje decisivos (para além do descaso do ensino de português nas escolas). O que eu contesto nesta pendência é o império do lisboetês (ou seja, o português à moda de Lisboa), que se vai expandindo e que vai reduzindo tudo o resto, tanto as demais falas locais ou regionais como a própria a língua padrão tradicional, a desprezíveis "provincianismos", que é a maneira de desqualificar, a partir de Lisboa, tudo o que se distinga da capital (e que na maior parte das vezes coincide com o mais crasso desconhecimento do resto do país).
    Além disso, não posso deixar de lamentar essa evolução linguística também em termos de desenvolvimento do português como língua que não é somente nossa, não apenas porque a forma como se fala entre nós está a ficar inçada de sons francamente desagradáveis (uma sucessão de "ches" e de "jes"), mas também e sobretudo porque assim ela se vai tornando cada vez mais cerrada e incompreensível, mesmo no contexto da lusofonia, especialmente para os brasileiros. Não creio que seja de aplaudir esse resultado. Será que ainda partilhamos uma mesma língua quando a comunicação oral deixa de ser possível entre os seus falantes?
    De resto, por mais encanto que encontremos na diversidade do modo de falar do Cais do Sodré (em lisboetês correntio pronuncie-se: "caich'dré"), das Avenidas Novas ou da linha de Cascais, isso não basta para apoiar a promoção de um particularismo linguístico ao estatuto de padrão linguístico nacional. Não consta, por exemplo, que o "Queen's English" esteja em vias de ser substituído como norma do inglês britânico pela fala das docas de Londres ou por qualquer outro localismo londrino. O que eu penso é que Lisboa não tem o direito de "impor" ao resto do país, a golpes de emissões de rádio e de televisão, o seu particular modo de pronunciar a língua de todos nós.
    Tudo isto tem obviamente a ver com o domínio lisboeta da comunicação audiovisual de âmbito nacional, tanto em termos de "agenda" como em termos de pessoal. Segundo o seu critério corrente, tudo o que interessa a Lisboa há-de, por definição, importar necessariamente ao resto do país (mesmo que se trate, por exemplo, do estado do trânsito na capital, acerca do qual são regularmente informados todos os portugueses de manhã à noite, desde Melgaço a Vila Real de Santo António, se não à Calheta e à ilha do Corvo), enquanto que nada do que se passa fora de Lisboa pode pretender assumir relevância nacional, por maior que seja a sua importância absoluta.
    Aqui há alguns anos, o incêndio da câmara municipal de Lisboa mobilizou as estações de rádio e televisão nacionais em prolongados "directos", transformando-o numa tragédia nacional. Se o mesmo desastre tivesse ocorrido, por exemplo, na câmara municipal de Coimbra, ainda que envolvesse o adjacente convento de Santa Cruz, provavelmente o facto não mereceria mais do uma menção de passagem num breve "flash" do noticiário regional do dia seguinte.
    O mesmo unicitarismo lisboeta se nota, de resto, na paisagem humana das referidas estações nacionais, onde a percentagem de gente de fora de Lisboa e adjacências entre os apresentadores, locutores, comentaristas, convidados e "tutti quanti" não é seguramente superior à percentagem de portugueses na população de Macau, depois do fim da administração portuguesa. Apesar da criação do CNL, que aliás a solícita TV Cabo se encarrega de pôr em casa de todos os portugueses (não fossem eles perder o que se passa na capital), a RTP e a RDP (tal como as restantes estações supostamente nacionais) continuam a comportar-se, não como estações nacionais, que deveriam ser, por estatuto e vocação de serviço público nacional, mas sim como estações regionais de Lisboa. Não seria de mudarem o nome para RTL e RDL?

    Borat, the best of

    O mashup chegou ao YouTube



    P.S: Para quem não sabe o que é o mashup.

    Vieira, onde estás tu?!?



    Vieira, volta, estás perdoado.

    As melhoras



    "Top Gear presenter 'nearly died'"

    "Top Gear presenter Richard Hammond has revealed he was "close to death" after he crashed in a jet-powered car."

    "The 36-year-old had been driving a 300 mph jet-powered dragster when it veered off the track at Elvington airfield, near York, in September."

    "The accident happened as Hammond was attempting a land speed record as he was being filmed."

    "She said the corporation could not confirm the return of Top Gear or any other future projects until it had received an update on Hammond's progress."

    Richard, melhora depressa que é para a malta poder voltar a ver o Top Gear.

    domingo, outubro 22, 2006

    Toy story

    sábado, outubro 21, 2006

    O GPS é que sabe



    Chegou-me aos ouvidos que o condutor do carro na foto terá dito, com cara de espanto: "Bem me quis parecer que a estrada estava a ficar um bocado esquisita. Mas este foi o caminho que o TomTom indicou."

    A dependência, em demasia, do sistema de "navegação" tem vindo a afectar mais e mais condutores. Muitos têm mais fé no sistema de "navegação" do que confiança nos seus próprios olhos. Há os que se atiram ao rio, os que entram lançados estaleiro a dentro...

    Amadorismo



    Hoje, aliás, ontem, jantei num restaurante cuja especialidade são as francesinhas. A francesinha até estava boa. Excelente não poderia estar porque a francesinha não passa de uma vulgar bucha. Ainda que aburguesada, não passa de uma bucha.

    O restaurante até que não é mau. É um daqueles espaços feitos para render bom dinheiro. O mobiliário é suficientemente desconfortável para que o cliente se levante assim que acabe de comer, dando lugar ao cliente seguinte. Os empregados de mesa são brasileiros, mas a supervisora é de leste e tem cara de ter pertencido à polícia política, não tendo perdido ainda os "velhos hábitos". Assim, os custos da mão-de-obra são reduzidos mas exige-se aos brasileiros que dêm o litro (litro brasileiro, ligeiramente mais pequeno que o litro tuga médio e significativamente mais pequeno que o litro lisboeta).

    Mas o que verdadeiramente se destaca é a lista! O menu! Além de extremamente confuso e com um grafismo de gosto, no mínimo, duvidoso, está recheado de "pérolas" para entreter o cliente mais afoito, enquanto este espera pela comida.

    Ao lê-lo ficamos a saber, por exemplo, que:
    - um "plain hamburger" é um "burger simples";
    - já um "double chesse burger" é um "burger dupla c/ queijo";
    - os "hamburgers" são "servidos com tomate, alface, cebola e molho de hamburger" mas o "packlinha chicken burger", que é um "burger de frango", afinal vem "sem tomate e cebola c/batata frita";
    - um "hotdog" é um "cachorro simples c/ fiambre";
    - enquanto que um "cascata hotdog" é um "cachorro c/ fiambre queijo e batata palha";
    - a fechar a secção dos "cachorros - hotdogs" está o "cascata especial", que mais não é do que um "cascata hotdog c/ molho de francesinha".

    Pessoalmente, gosto dos menus que dão luta. A recursividade numa lista de restaurante não é coisa para os fracos. Um gajo vai ao restaurante a pensar que chega lá, escolhe e come. Mas não! A escolha envolve uma aturada análise e duro trabalho de compreensão da lista.

    O convite a saborear mais da maravilhosa comida que por lá se pode comer não se faz tardar: take away; é só ligar e levar --> www.cascata.net. Já agora, ligar, em português, ainda deve significar telefonar...

    Maravilhado com o restaurante em geral, mas ainda mais com o menu em particular, prontamente visitei www.cascata.net. Logo no cabeçalho fiquei a saber do grande número de restaurantes do mesmo tipo: "a cascata; restaurantes; 24 casas em todo o país e ilhas". Errr...

    sexta-feira, outubro 20, 2006

    Vendo banheira com motor de 9,3l, 2200cv



    LOLOL

    O Cromo, Sr. Cromo, orgulha-se de ter um "carro" com 2200cv e a cereja no topo do bolo é o facto de o carro estar legalizado para andar na via pública! Sempre podia ter utilizado como ponto de partida qualquer coisa menos parecida com uma banheira...

    E o consumo: 5 milhas por galão... Qualquer coisa como 56l/100km. Perfeitamente utilizável na via pública. :P

    HHD - hybrid hard drive



    "Samsung's Hybrid Hard Drive Exposed"

    Agarraram num disco normal, acrescentaram-lhe uns quantos MB de memória flash, e dizem que só o futuro Windows Vista poderá tirar partido da novas funcionalidades... Devem gostar de trabalhar para aquecer!

    Missão impossível



    Diariamente de 2ª a 6ª feira, pelas 21:15, com repetição às 14:15, na RTP Memória.

    P.S: A reposição da Missão Impossível aguçou-me o apetite por uma das melhores "malhas" dos últimos anos. Limp Bizkit!

    quinta-feira, outubro 19, 2006

    Little Miss Sunshine

    Coisas simples



    "Your Phone is Charged. Please Unplug Your Charger Now"

    "The members of the task force [...] agreed to include audio alerts on the cell phones they make that will remind people to unplug their charger once a phone is fully charged [..]. According to the final report, If 10 percent of the world's cell phone owners did this, it would reduce energy consumption by an amount equivalent to that used by 60,000 European homes per year."

    Animação!


    The Simpsons


    Family Guy


    Futurama

    É para não dizerem que não sou vosso amigo.

    300 milhões de "estadunidenses"


    CagleCartoons.com

    "President Bush welcomes expanding US population"

    "«Our continued growth is a testament to our country's dynamism and a reminder that America's greatest asset is our people,» Bush said in a statement.

    The population landmark caps four decades of growth fueled mainly by Hispanics and other immigrants, the Census Bureau said."

    Venha o diabo e escolha...

    quarta-feira, outubro 18, 2006

    É melhor parar para pensar...

    "Alcácer do Sal quer desmatar margens do Sado para evitar cheias"
    "O município de Alcácer do Sal pretende realizar uma operação de limpeza e desmatação junto às margens do rio Sado, para prevenir cheias nas localidades rurais, que são habituais no Inverno."
    "As cheias acontecem no curso do rio Sado entre Alcácer do Sal e a povoação de São Romão, atingindo também as localidades de Vale do Guizo, Arez e Casa Branca, a nascente da sede do concelho.
    Esta situação deve-se à existência de «vegetação fixada nas margens do rio, que produz um indesejável efeito de barragem», acrescenta a autarquia."
    "Estas cheias nos troços rurais do rio, segundo realçou hoje o autarca, «nada têm a ver» com as inundações que, anualmente, atingem a zona ribeirinha de Alcácer do Sal."

    É certo que a desmatação/limpeza das margens do Sado a montante (nascente é de onde água brota) de Alcácer do Sal aliviará as cheias nos troços onde for feita.

    Contudo, diminuindo o tempo de concentração das bacias hidrográficas delimitadas pelas secções a jusante de um local onde for feita uma desmatação/limpeza, essa é uma das consequências, o caudal de ponta de cheia nessas mesmas secções resultará maior que o anterior.

    Ou seja, as inundações provocadas por cheias serão maiores nos locais a jusante das zonas onde se faça a desmatação/limpeza, incluindo a cidade de Alcácer do Sal.

    Não são necessários conhecimentos (supostamente) técnicos para se chegar a esta conclusão. Vindo uma cheia rio abaixo, aumentar a velocidade a que a água corre numa parte do rio, só pode agravar a cheia, uma vez que, na parte inalterada do rio, o mesmo volume de água vai chegar em menor intervalo de tempo.

    De rir e chorar por mais

    "Human species 'may split in two'"

    "The descendants of the genetic upper class would be tall, slim, healthy, attractive, intelligent, and creative and a far cry from the «underclass» humans who would have evolved into dim-witted, ugly, squat goblin-like creatures."

    Estamos a atinguir o ponto de não retorno

    "Online world to get news bureau"
    "Reuters has opened a virtual news agency in the Second Life online world."

    E cá está a dita "agência de notícias virtual" --> Reuters Second Life News Center

    Quem, como eu, não tem grande ideia do que é o Second Life, sempre pode ficar com uma pequena ideia aqui.

    Se eu tivesse tempo...

    Motor de busca com atitude

    Sobre como o DNS.PT hipoteca a sua credibilidade

    O endereço www.pai.pt leva-nos às páginas amarelas. O i deve ser de internet. Portanto pai em www.pai.pt deverá ser a sigla páginas amarelas da/na internet.

    No entanto, na língua portuguesa, pai existe como palavra e tem um significado completamente díspar. Pai é um substantivo que nada tem que ver com as páginas amarelas. Como é que se autorizou o registo de tal endereço?

    Só para exemplificar o contraste entre políticas de registo de endereços; www.father.com leva-nos à página da Father Resource Network.

    O endereço www.colombo.pt leva-nos... à página do Centro Comercial Colombo. Portanto, segundo a lógica do DNS.PT, Colombo há só um, o centro comercial.

    terça-feira, outubro 17, 2006

    Canal do Panamá


    Accelerated Webcam Miraflores Lock (Panama Canal) - video powered by Metacafe

    Excepcional sequência "time lapse" do funcionamento das eclusas de Mirafores, no canal do Panamá. Doze horas "comprimidas" em um minuto. Um abraço para o amigo me enviou a ligação.

    Quem vai à guerra dá e leva

    "Protesto no Rivoli: Câmara cortou iluminação e pôs ar condicionado no máximo"

    "A Câmara Municipal do Porto cortou a iluminação e colocou o ar condicionado no máximo do frio numa tentativa de acabar com o protesto de um grupo de actores e espectadores que se mantêm barricado há mais de 30 horas no Rivoli Teatro Municipal."

    segunda-feira, outubro 16, 2006

    As glórias de outros tempos



    Lembram-se da consola NES? Eu lembro.

    Aqui fica a lista dos 100 melhores jogos para a Nintendo Entertainment System. E, já agora, uma forma de voltar a jogá-los: Virtual Nintendo Entertainment System.

    Estes "americanos" não têm emenda...

    No podcast Front Page do The New York Times de dia 3 deste mês pode-se ouvir:

    "Also on Tuesday front page, how a 13 passenger corporate jet survived a mid-air colision 37.000 feet over de Amazon rain forest. Joe Sharkey of the Times was on board when it happened. A Boeing 737 clipped the wing of the plane he was in."

    Num tom muito menos entusiástico, e muito mais apressado, o locutor continua:

    "The 155 passengers on the other plane died."


    As disparidades não se ficam por aqui.

    "Experts Fault Accusations Against Pilots in Brazil" in The New York Times

    "As a technical investigation proceeds into a suspected midair collision between an American corporate jet and a Brazilian airliner late last month, air safety experts in the United States are dismayed by the speed with which a Brazilian prosecutor has made accusations against the American crew[...]".


    "Brasil: corpo do português morto no acidente aéreo já foi identificado" in Público

    "O Boeing da Gol, que fazia o voo entre Manaus e Rio de Janeiro, com escala prevista em Brasília, despenhou-se em plena selva amazónica, no estado do Mato Grosso, no dia 29 de Setembro, depois de ter chocado em pleno voo com um jacto Legacy, pilotado por norte-americanos.

    O Legacy conseguiu fazer uma aterragem de emergência e as sete pessoas que estavam a bordo escaparam ilesas.

    As investigações sobre o acidente estão em curso, mas já se sabe que os pilotos do Legacy voavam a uma altitude não prevista no seu plano de voo."

    quarta-feira, outubro 04, 2006

    Que bonito!!!



    "George W. Bush quer pesca sustentável no alto mar"

    "As indicações de Bush, enviadas às Secretarias de Estado e do Comércio, desaconselham qualquer prática de pesca «que destrua a produtividade natural a longo prazo dos recursos pesqueiros e dos habitats em nome de ganhos a curto-prazo»."

    Bem prega frei Tomás; façam o que ele diz, mas não o que ele faz...

    terça-feira, outubro 03, 2006

    Prémio "também queremos camisolas da selecção portuguesa de futebol"



    "Foram chuvas anormais, acompanhadas por ventos fortes. As inundações causaram enormes estragos. Isto, para nós, é uma espécie de tsunami" disse Ibrahim Birnin-Magaji, porta-voz do governo de Nigéria.

    "Colapso de barragem na Nigéria faz 40 mortos"

    Vou trocar a bateria do meu portátil por uma turbina a gás

    "500,000 RPM matchbox-sized gas turbine produces 100 watts"

    "Powered by a gas turbine, one tankful of fuel drives the generator for about 10 hours at peak 100 watt performance."


    Mas há mais!

    "Engine on a chip drives laptops"

    "A mini-generator produces 10 watts of power and a tiny compressor raises the pressure of air in preparation for combustion."

    "A laptop that will run for three hours on battery charge will run for 15 to 20 hours using the microengine"

    A moda dos dominós está de volta


    $60.000 de iPods


    22TB, 14.500€ de discos rígidos Maxtor

    segunda-feira, outubro 02, 2006

    Não caiam na asneira... II

    Caí novamente na asneira.

    Os supostos técnicos da Clix vieram novamente cá a casa. Além de continuar sem telefone, fiquei também sem ligação à internet (a da Clix!). As duas deslocações de "técnicos" deixaram-me pior do que já estava. Sim sr! Belo serviço! Em breve podem deixar com o meu dinheiro a entrar-lhe nos bolsos.

    Ao contrário da sabedoria popular, os raios caem de facto duas vezes no mesmo lugar. Ou então a Clix anda a retaliar contra os clientes que reclamam as condições deficientes do serviço de ligação à internet...